No dia 12 de junho de 2023, Mestre Robert Paixão, à época Conselheiro Estadual de Cultura do Maranhão, em nome do Centro Obassabá Muzambê e do Instituto Cultural Candeia, durante o Encontro Maranhense entre Fazedores e Detentores de Cultura com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), solicitou durante ato público o reconhecimento do Terecô, cultura genuinamente maranhense, como Patrimônio Cultural Imaterial. O pedido foi feito diretamente ao senhor Leandro Grass, presidente nacional do IPHAN/Gov-BR, e à comissão dirigente, composta por Deyvesson Gusmão, diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/IPHAN), e Desirée Tozi, diretora do Departamento de Articulação, Fomento e Educação (DAFE/IPHAN), que acolheram a proposição apresentada e apontaram a necessidade da construção do Inventário Cultural como instrumento para fundamentar a ação de salvaguarda e a promoção do bem cultural.
Em sua intervenção, Mestre Robert Paixão, falando em nome das comunidades tradicionais do Vale do Pindaré e das entidades que dirige, ressaltou que a proposição atende a um anseio coletivo frente ao risco de apagamento dessa herança ancestral por falta de fomento e mecanismos eficazes de proteção. O gestor enfatizou a urgência de políticas estatais de salvaguarda que assegurem a preservação dos direitos, a liberdade de pensamento e crença e o combate ao racismo religioso, destacando a relevância de resguardar o Terecô como expressão de matriz africana originada no Maranhão e difundida para o país.
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